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GIGI Paris: O Dolce Far Glamour em Pleno Champs-Élysées

Por Thalita, curadora e cofundadora da VOYA COLLECTIONS

Com vista para a Torre Eiffel e ares de Capri, GIGI mistura leveza, sabor e flirt italiano com precisão parisiense.

Existem restaurantes que você escolhe pelo cardápio.
Outros, pela vista.
O GIGI Paris você escolhe pela vibe.

No topo do Théâtre des Champs-Élysées, com a Torre Eiffel ao fundo e o sol dourando taças de rosé, o GIGI é mais do que uma mesa com boa comida — é um estado de espírito vestido de linho branco.

Fui num sábado, perto da hora do almoço.
Vestia algo leve, cabelos presos sem pressa e aquela sensação boa de quando você sabe que vai gostar antes mesmo de sentar.

O chique despretensioso

O salão é solar, com décor inspirado na Riviera Italiana:
palha natural, toques dourados, cadeiras em madeira clara e toalhas que parecem secar ao vento.
O ar é festivo, mas com a elegância daquelas festas que só os insiders conhecem.

A música — bossa, jazz, um pouco de italiano — embala a experiência sem invadir.
Os garçons deslizam pelas mesas como personagens de um filme de verão dos anos 60.
E a sensação é clara: você está onde deveria estar.

Pratos que piscam

Comecei com uma burrata cremosa com pesto de pistache.
Um prato simples, mas executado com intenção — a textura da burrata, o verde vivo do molho, a louça rústica.
Tudo dizia: leveza pode (e deve) ser refinada.

Depois, pedi o linguine alle vongole.
Perfeito.
Com alho sutil, azeite bom e aquele toque de limão que parece ter sido espremido por alguém que entende de sol.

Acompanhou um rosé gelado da Provence, servido em taça larga, com gotas deslizando pelas laterais como se flertassem com o tempo.

A vista que finaliza

Na hora do café, pedi para sentar na varanda.
O vento, a vista, a cidade aos meus pés.
E ali, com a Torre Eiffel sussurrando ao fundo, entendi o que era o dolce far glamour:
não é o luxo óbvio.
É o luxo leve.
É sentir-se no lugar certo, com o sabor certo, e uma sobremesa que não pesa — só encanta.

“No GIGI, até o suspiro parece ter sotaque italiano.”